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Seleção de inoculantes para conservação de forragens

Existem dois tipos principais de bactérias usadas nas formulações de inoculantes, dependendo da ação desejada:

  • Bactéria ácido lática homofermentativa (BAL) que converte açúcares solúveis da forragem em ácido lático. Essas bactérias são utilizadas para acelerar a fermentação inicial, ajudando a atingir rapidamente um pH baixo. Os exemplos incluem Lactobacillus plantarum, Pediococus acidilactici, Pediococcus pentosaceus, Enterococcus faecium e Lactobacillus salivarius.
  • Bactérias heterofermentativas produzem ácidos com fortes propriedades antifúngicas, como ácido acético e ácido propiônico. Elas podem melhorar a estabilidade aeróbia da silagem e ajudar a inibir o crescimento de microrganismos que causam deterioração na abertura do silo. Os exemplos incluem as cepas Lactobacillus buchneri e Lactobacillus hilgardii.

Um inoculante de silagem pode conter uma ou mais cepas homofermentativas, heterofermentativas ou uma combinação de ambos microrganismos.

A fórmula deve ser adaptada em função do tipo de cultura ensilada, teor de matéria seca (MS) no momento da colheita, teor de açúcar e teor de proteínas e minerais da forragem – entre outros fatores. Além disso, as BAL também podem ser combinadas com enzimas, ajudando na melhoria da digestibilidade da fibra e fornecendo mais substrato para a fermentação das bactérias inoculadas.

Pontos-chave

Antes de escolher um inoculante para forragem, tenha em mente os seguintes critérios:

  1. Objetivos gerais: a fórmula deve ser selecionada para os objetivos específicos da operação, incluindo o tipo de colheita e matéria seca (MS) da forragem – entre outros.
  2. Aprovação do produto: o produto deve ser aprovado no país de uso.
  3. Dados para apoiar a tomada de decisão: o fabricante deve fornecer dados para o produto específico com relação a cultura a ser ensilada. Idealmente, a pesquisa deve ser conduzida em instalações de pesquisa independentes para verificar as alegações. Quaisquer avaliações devem validar o inoculante usado na taxa de aplicação apresentada no rótulo do produto.
  4. Cepa específica: cada cepa tem sua própria identidade genética, e as cepas comerciais são registradas com números de cepas exclusivas — por exemplo, L. buchneri NCIMB 40788. Não se pode esperar que as cepas de empresas diferentes tenham o mesmo desempenho.
  5. Qualidade de produção: inoculantes de silagem devem ser produzidos e embalados sob normas estabelecidas de fabricação. Para uma visão de como os inoculantes de forragem são produzidos, assista a este vídeo – disponível em Inglês.
  6. Embalagem do produto: os inoculantes contêm microrganismos liofilizados viáveis que são sensíveis ao calor, à umidade e ao ar. A embalagem deve ser projetada para evitar a exposição a estes elementos. O uso de embalagens com barreira de alta proteção é uma abordagem comum.
  7. Prazo de validade e condições de armazenamento: armazene o inoculante de acordo com as indicações na embalagem do produto para preservar sua integridade.
  8. Tecnologia do produto no tanque de aplicação: com o passar do tempo, a viabilidade das bactérias após a diluição dependerá da formulação e da tecnologia. O produto deve permanecer em suspensão após a diluição para evitar aplicação irregular.
  9. Suporte técnico: procure fabricantes que forneçam suporte ao produto, caso haja algum problema.

O rótulo do produto deve conter claramente a concentração das BAL, a identidade da(s) substância(s) ativa(s), aprovação oficial, precauções de uso, estabilidade, data de fabricação, número do lote e peso líquido. O prazo de validade e as condições de armazenamento devem ser listados.

Se o produto contiver enzimas, os níveis garantidos devem ser declarados e devem ser os mesmos usados nos ensaios para validar a eficácia do produto. Se nenhum nível de garantia for dado para as enzimas, é melhor considerar que elas não estão presentes.

Exemplo de rótulo hipotético de inoculante de silagem e seus componentes-chave:

Unidades Formadoras de Colônia (UFC)

Os microrganismos são muito pequenos e difíceis de serem contados individualmente. A contagem de bactérias é expressa como UFC (Unidades Formadoras de Colônia) por grama de forragem fresca tratada ou por grama de produto. O UFC representa o número de bactérias vivas e ativas.

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